Velha-Guarda


Dona Olinda

Apesar de toda a tecnologia, as escolas de samba não abrem mão da tradição. Os integrantes da velha guarda são tratados sempre com todo carinho e respeito. São eles que recontam a cada desfile a história do samba da agremiação. Na Porto da Pedra não é diferente. Todos ao anos, nossos bambas do samba relembram os carnavais inesquecíveis de nossa agremiação. Coordenados pela presidente da ala, Dona Olinda, a velha guarda do Tigre é, sem dúvida, um dos maiores patrimônios da vermelha e branca de São Gonçalo.
Esses senhores e senhoras são considerados os verdadeiros donos do pavilhão das escolas de samba. Apesar de não valer como quesito, nenhuma escola abre mão da sua velha guarda. E muito antes do carnaval, eles se preparam, com capricho, para o desfile.

Com 4 filhos, 8 netos e 12 bisnetos, ela começou no samba aos 4 anos e a primeira escola em que pisou foi a Portela. Agora defende a vermelho e branco de São Gonçalo, onde está desde 1994

Ela é muito querida no mundo do samba. A simplicidade com que conta as histórias de carnaval e a paixão pela folia de Momo são contagiantes. Não é à toa que Dona Olinda Gama de Carvalho, 85 anos, presidente da velha guarda da Porto da Pedra foi eleita em 2005 a “Avó de todas as galerias das velhas guardas”, título que conquistaria nos anos seguintes e que em 2009 se tornou vitalício.

 

Dona OlindaDona Olinda

Com 4 filhos, 8 netos e 12 bisnetos, Dona Olinda começou no samba aos 4 anos e a primeira escola em que pisou foi a Portela. Mas guarda um cantinho especial no coração também para a Império Serrano, onde passou 10 anos. Agora defende a vermelho e branco de São Gonçalo, onde está desde 1994 e coordena os 30 componentes da velha guarda.

“Velha guarda é conjunto. Antes, era a comissão de frente da escola. Gosto de ver a velha guarda no chão, sambando. Não admito fofoca nem discussão no nosso grupo. Faço questão de conversar com todos”, conta.

Quanto ao título de “Vó Sambista”, Dona Olinda se diverte e mostra orgulhosa sua faixa: “Me sinto uma deusa. Não sou vaidosa, sou querida e muito amada. Tem outras no samba mais velhas que eu e que me chamam de ‘vó’ também. Não ligo, eu gosto. Carnaval é meu lazer”, brinca.